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Para meditar e viver a palavra de Deus

 

Muita gente não avança na oração porque descuida da preparação prévia. Algumas vezes, quando quiseres orar, estarás sereno. Nesse caso, não precisarás de nenhum exercício prévio. Concentra-te, invoca o Espírito Santo e ora. Outras vezes, ao começar a oração, sentir-te-ás tão agitado e disperso que, se não acalmares previamente os nervos, não conseguirás nenhum fruto. Pode acontecer outra coisa: depois de muitos minutos de saborosa oração, percebes, de repente, que teu interior se está povoando de tensões e preocupações. Se, nesse momento, não lançares mão de algum exercício de silenciamento, não só vais perder tempo, como também o momento vai ser pesado e contraproducente.
 

 

PREPARAÇÃO
1. Procure ter a alma vazia, aberta, tranqüila, sem ansiedade, em serena expectativa, pois é o Senhor o que vem, em sua Palavra e a seu encontro.

2. Uma vez escolhido o texto e depois de invocar o Espírito Santo, faça uma leitura lenta, muito lenta, com pausas freqüentes, pensando que Deus está falando a você, neste momento, com estas mesmas palavras que você está lendo.

3. Tem de ser uma leitura desinteressada, sem buscar utilidade alguma como, solução de problemas, doutrinas ou verdades… O Senhor se manifestará livremente segundo os desígnios e projetos que tem para sua vida.

LEITURA ESCUTADA:

4. Enquanto vai lendo lentamente, escute a Deus: é o Senhor que está falando de pessoa a pessoa. Estas palavras tão antigas, o Senhor as está pronunciando, para você, neste momento. Escute-O com atenção receptiva e serena, sem nenhuma ansiedade.

5. Não pretenda entender intelectualmente o que está escutando; não se esforce por buscar tanto o que significa esta frase, que quer dizer este versículo, mas o que o Senhor está querendo dizer a você com estas palavras.
Se algumas expressões não “lhe dizem” muito, ou não as entende, não fique perdido nem ansioso, passe adiante com calma e liberdade.

DETALHES PRÁTICOS:

6. Pode acontecer que algumas expressões o comovam despertando em você ressonâncias profundas e desconhecidas. Detenha-se ai mesmo, dê voltas em sua mente e em seu coração, remoendo, ponderando e saboreando essas expressões.
Tome um lápis e as sublinhe e escreva à margem, uma palavra ou uma breve frase que sintetize aquela impressão.

7. Quando, na leitura escutada, aparecem nomes próprios como Israel, Jacó, Samuel, Moisés… substitua-os pelo seu próprio nome, pensando e sentindo que o Senhor está se dirigindo a você pelo seu nome próprio.

8. Se a leitura não “lhe diz” nada, fique tranqüilo e em paz. Pode acontecer que essa mesma passagem, lida outro dia, lhe diga muito. Acima da nossa atividade humana está o mistério da graça que, por essência, é imprevisível. A hora de Deus não é a nossa hora. Nas coisas de Deus, é necessário ter muita paciência.

9. Não se esforce tanto por captar e apreender exatamente o significado doutrinal da Palavra, mas sim, procure meditá-la gozosamente, no coração, como Maria, dando-lhe voltas na mente, deixando-se inundar, por dentro, das vibrações e emoções que se desprendem da proximidade de Deus. E “conserve a Palavra”, quer dizer, permita que continuem vibrando em seu interior essas ressonâncias ao longo do dia.

SALMOS:

10. Os Salmos não se leem, se rezam. Anote em seu caderno os Salmos que “lhe dizem” mais, classificados segundo diferentes sentimentos como admiração, gratuidade, compreensão, louvor…

Esforce-se por sentir com toda a alma o significado de cada frase, identificando sua atenção e emoção com o conteúdo das expressões, dizendo-as com o mesmo tom interior que sentiriam os salmistas.

Coloque-se imaginativamente no coração de Jesus Cristo e trate de sentir o que Ele sentiria ao pronunciar estas mesmas palavras. Com a ajuda do Espírito Santo, trate de identificar-se com a disposição interior de adoração, assombro e ação de graças do coração de Jesus, no espírito dos Salmos.

COMPROMISSO DE VIDA:

11. Procure questionar sua vida à luz da Palavra aplicando permanentemente a Palavra escutada à situação concreta de sua vida, perguntando a cada momento, “o que Deus está me dizendo” nesta frase para minha vida, em que sentido os critérios divinos, encerrados nesta Palavra, interpelam meu modo de pensar e atuar, em que aspecto devo mudar, “que faria Jesus em meu lugar”. Na medida em que sua mente se adapte à “mente” de Deus, você será discípulo do Senhor.
Se, em qualquer momento da leitura escutada, seu coração sentir o impulso de orar, deixe-o, livremente, desabafar-se com o Senhor.

12. Em resumo:

- ler a Palavra lentamente
- saboreá-la gozosamente
- meditá-la cordialmente
- aplicá-la diligentemente

Que a Palavra seja para você:

- lâmpada que ilumine seu caminho
- pão que alimente sua alma
- fogo que incendeie o fervor
- rota que conduza à salvação
- pulsar que anime seu espírito
- vida que jamais acabará

1. Oração Comunitária
Oração comunitária, denominada também compartilhada, ocorre quando se reúne um grupo de pessoas para orar, com estas características:

a) espontaneamente;
b) em voz alta;
c) diante dos demais; e
d) alternadamente, não simultaneamente.

Para que a Oração Comunitária (ou Compartilhada) seja verdadeiramente eficaz e convincente deve cumprir as seguintes condições:

1. Supõe-se que os que oram comunitariamente devem cultivar anteriormente a relação pessoal com o Senhor. De outra maneira, a Oração Comunitária se torna uma atividade artificial e vazia.

2. Deve-se evitar, se possível, o “jaculatorismo”, frases curtas, esterotipadas, formais, ditas de memória. Pelo contrário, deve-se orar de forma verdadeiramente espontânea, de dentro para dentro, como se neste momento o estivessem no mundo mais do que Ele e eu, com grande naturalidade e intimidade.

3. Para isto, os que oram devem estar convencidos de que são portadores de grandes riquezas interiores, mais riquezas do que eles mesmos imaginam, que o Espírito Santo habita neles e se expressa através de sua boca; por isso devem falar com grande soltura e liberdade.

4. É de se desejar que não haja, entre os que oram, curto-circuitos emocionais. Porque se entre duas pessoas ou grupos houver uma desavença forte, notória e pública, esse conflito bloqueia a espontaneidade do grupo. Os muros que separam o irmão do irmão separam também o irmão de Deus.

5. É imprescindível, também, que haja sinceridade ou veracidade, isto é, que o que ora, ao expressar-se em voz alta, não seja motivado por sentimentos de vaidade, de dizer coisas originais ou brilhantes. Deve em todo momento retificar a intenção e expressar-se como se estivesse só, perante Deus.

6. Porém, a condição essencial é que seja uma oração verdadeiramente compartilhada: quando um integrante do grupo está falando com o Senhor, eu não tenho que ser um ouvinte ou um observador, mas (se supõe) devo assumir as palavras que estão saindo da boca de meu irmão e, com essas mesmas palavras, eu me dirijo a meu Deus. Quando eu falo em voz alta, suponho que meus irmãos tomam minhas palavras e, com essas mesmas palavras, se dirigem a Deus. E, assim, durante todo o tempo, oram todos com todos. E aqui está o segredo da grandeza e riqueza da oração comunitária: que o Espírito Santo se derrama através de personalidades e histórias tão variadas e diferentes e, por isso, pode resultar numa oração muito enriquecedora.

VARIANTE:

Oração Comunitária com apoio nos Salmos.

Trata-se de ter diante dos olhos um Salmo determinado; o grupo o reza primeiro em comum e , se possível, com a Leitura Rezada.

Depois de uns minutos, qualquer um dos assistentes ora em voz alta (tendo sempre o Salmo aberto nas mãos) fazendo - em forma de oração - uma espécie de paráfrase ou comentário do versículo que mais lhe chamou a atenção. Depois, outro faz o mesmo. E, assim, sucessivamente, todos os que desejam intervir.
Acabar com um canto.

2. Meditação
Aconselha-se esta atividade espiritual às pessoas de mente analítica e reflexiva. Para esta classe de pessoas não é suficiente a leitura meditada. Podem e devem avançar mais a fundo.

Por outra parte, não se deve esquecer de que é, na meditação, que se forjam as grandes figuras de Deus.

Meditar é uma atividade mental, concentrada e ordenada, pelo qual tomamos um texto ou um tema, e o vamos contemplando em sua globalidade e detalhes; o analisamos em suas causas e efeitos para, dessa maneira, forjar critérios de vida, juízos de valoração, em uma palavra, formar uma mentalidade segundo a mente de Deus. E, por esse caminho, os critérios acabam por se transformarem em convicções, e as convicções em decisões. E dessa maneira, nos convertemos em discípulos do Senhor.

PREPARAR:

- pedir luz;
- escolher a matéria que se vai meditar;
- para que a mente não se extravie ou se disperse, é conveniente imaginar graficamente a cena: os que falam, como se movem, seu cenário, outros detalhes.

DESEMBARAÇAR E ORDENAR:

- distinguir os diferentes planos de uma cena; buscar o significado e a finalidade de cada palavra e do contexto das palavras, o sentido de cada cena e do contexto dessa cena; deter-se no significado dos verbos…;
- induzir, deduzir, explicar, aplicar, combinar diferentes idéias, confrontando-as…;
- buscar a lógica interna da causa e efeito, princípios e conclusões, o que é e o que não é cada coisa, distinguir os motivos e as intenções, ação e reação, esfoo e resultados…

APLICAR OU COMPROMETER-SE:

- eu mesmo tenho que me introduzir na cena, como se eu fosse ator e não observador. Falam-me e interpelam-me (as palavras de Cristo a Zaqueu, Pedro, jovem rico, cego do caminho…); a mim são dirigidas e eu, por minha vez, falo, pergunto a essas pessoas da cena…;
- confrontar o que oo na cena com meus problemas de hoje, com minha situação atual, com os acontecimentos deste tempo…;
- acabar orando.

(Encontro - Manual de Oração; de Ignácio Larrañaga)

 

Fonte - http://www.santual.com.br